
O caso do cabo da Polícia Militar indiciado por matar o mecânico Marcus Phelipe de Souza Almeida, de 27 anos, foi reaberto pelo Ministério Público de Goiás (MPGO). O mecânico estava no banco do passageiro de um carro que fugiu de uma blitz, em Goiânia. O processo foi arquivado pelo próprio MP por considerar os elementos insuficientes para afirmar que o cabo havia cometido um crime.nossa reportagem nâo conseguiu localizar a defesa dos policiais até a última atualização deste texto. O advogado da família da vítima, Lucas Rocha, informou que entrou com recurso administrativo no Ministério Público e que houve “equívoco por parte da promotoria de origem, ao ignorar o trabalho técnico da Polícia Civil”.Em nota, o advogado esclareceu que o laudo técnico da Polícia Civil indica que não houve disparo saindo do veículo e que desviar de blitz não configura crime e não autoriza o emprego de força letal
O mecânico foi morto em outubro de 2023, no Setor Residencial Bouganville, em Goiânia, durante a operação de trânsito "Balada Responsável". Ele e um colega iam para uma festa em direção a Aragoiânia.
O inquérito da Polícia Civil concluiu que, embora os militares concordem parcialmente sobre a tentativa de fuga, eles apresentaram divergências ao falar sobre a suposta troca de tiros com o mecânico e sobre quem teria dado o tiro que o matou.
O cabo alegou que os policiais reagiram após verem disparos vindos do carro, o que foi desmentido pelo amigo da vítima que estava também no veículo. Ele afirmou, no documento, que estava assustado na noite do ocorrido e que os tiros aconteceram logo no início da perseguição, com Marcus sendo baleado e caindo desacordado no ombro dele.





